01
jul
15

Etapa Local Xavante na Aldeia São Felipe da Conferência Nacional de Política Indigenista

Etapa Local Xavante da Conferência Nacional de Política Indigenista, na Aldeia São Felipe.

Etapa Local Xavante da Conferência Nacional de Política Indigenista, na Aldeia São Felipe.

De 24 a 26 de junho de 2015, lideranças da Terra Indígena Parabubure se reuniram para discutir as políticas indigenistas.

Por Maíra Ribeiro/Funai

Cerca de cem indígenas Xavante, entre caciques, lideranças, pajés, professores, agentes de saúde, anciãos e jovens participaram da Etapa Local Xavante da Terra Indígena Parabubure, que aconteceu na Aldeia São Felipe, no município de Campinápolis, Mato Grosso.

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O primeiro dia foi dedicado a palestras que apresentaram os 6 eixos temáticos a serem discutidos: I. Territorialidade e o Direito Territorial dos Povos Indígenas; II. Autodeterminação, Participação Social e Direito à Consulta; III. Desenvolvimento Sustentável de Povos e Terras Indígenas; IV. Direitos Individuais e Coletivos dos Povos Indígenas; V. Diversidade Cultural e Pluralidade Étnica no Brasil; VI. Direito à Memória e à Verdade.

No segundo dia, os participantes se dividiram em 6 grupos nos quais discutiram e fizeram propostas dentro de cada eixo temático. Algumas propostas estavam diretamente relacionadas à realidade vivida, como a ameaça dos agrotóxicos e da pesca ilegal predatória ou a agilização na criação da Secretaria Municipal de Assuntos Indígenas em Campinápolis. Já outras propostas faziam uma ponte com a conjuntura nacional, como a rechaça de todos os presentes à PEC-215 e a necessidade de garantir a participação e a consulta dos indígenas nas políticas indigenistas.

No último dia, os participantes trabalharam até tarde da noite na construção das propostas. Houve debates calorosos e o trabalho foi cansativo, mas foi um momento único de construção coletiva e participativa de propostas pensadas pelos moradores da TI Parabubure. Esperamos que este esforço consiga reverter-se em melhorias para as comunidades indígenas de todo o Brasil.

Participantes trabalharam até tarde na construção das propostas.

Participantes trabalharam até tarde na construção das propostas.

Numa cultura acostumada com a ausência de mulheres nos espaços políticos, a participação ativa de três mulheres Xavante marcou a Etapa, e estas foram escolhidas como representantes para participar da Etapa Regional da CNPI, que ocorrerá em Cuiabá em setembro. Nesta Etapa Local, foram escolhidos 13 representantes para a Conferência Regional, onde está prevista a participação de 80 Xavante que serão escolhidos nas quatro Etapas Locais Xavante.

Poucas mulheres Xavante participaram do encontro.

Poucas mulheres Xavante participaram do encontro.

Esta foi a 2ª Etapa Local da Conferência Nacional de Política Indigenista das quatro que a Coordenação Regional Xavante da Funai está apoiando, e organizada pelo representante Xavante da CNPI Crisanto Tseremey’wa. A primeira Etapa Local ocorreu na Aldeia Campinas, também na TI Parabubure, contando com representantes das TIs Marechal Rondon, Ubawawe, Chão Preto e da porção oeste da TI Parabubure. Além das Etapas Locais apoiadas pela Coordenação Regional Xavante, de Barra do Garças/MT, já aconteceu também uma Etapa Local Xavante na Aldeia Marãiwatsédé, apoiada pela Coordenação Regional de Ribeirão Cascalheiras/MT. As próximas Etapas Locais Xavante ocorrerão na Aldeia Pimentel Barbosa de 8 a 10 de julho, com representantes das TI Pimentel Barbosa e Areões e na TI São Marcos, de 22 a 24 de julho, com representantes das TIs São Marcos e Sangradouro. Ao todo são 131 Etapas Locais em todo o Brasil. O evento é organizado pela Comissão Nacional de Política Indigenista da Funai.

Exibição do filme Índio Cidadão durante a janta.

Exibição do filme Índio Cidadão durante a janta.

Quem foi à aldeia São Felipe para a Etapa Local pode acompanhar um pouco do longo rito de passagem dos jovens Xavante, conhecido como furação de orelha, ou Danhono:

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Imagens: Maíra Ribeiro/Funai

02
jun
15

Aldeia Xavante recebe visita de estudantes da Unemat de Nova Xavantina

Dança e canto do grupo Nodzo'u junto aos estudantes da Unemat

Dança e canto do grupo Nodzo’u junto aos estudantes da Unemat

Por Maíra Ribeiro/Funai

No dia 31 de maio de 2015, aconteceu a visita à aldeia xavante Santa Clara de um grupo de cerca de 30 pessoas entre estudantes e professores do curso de Turismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Campus de Nova Xavantina. A aldeia, que tem cerca de 300 moradores, é uma das quase 150 aldeias da Terra Indígena Parabubure, localizada no município de Campinápolis. A visita aconteceu como parte das disciplinas de Cultura e Folclore de Mato Grosso e Patrimônio Cultural, da professora Bruna Mendes de Fava, do 1º e 3º semestres do curso de Turismo e contou também com os alunos e a professora Rita Maria de Paula Garcia da disciplina de Estudo do Espaço Turístico.

Grupo da Unemat foi recebido com a corrida de tora de buriti

Aldeia Santa Clara dá as boas vindas com uma corrida de tora de buriti

Foi com uma corrida de tora de buriti que os visitantes foram recebidos na Aldeia Santa Clara. O cacique Miguel convidou os estudantes para participar da corrida e nem o sol a pino intimidou a turma. Alguns conseguiram acompanhar os 6 km de corrida até a aldeia e até experimentaram carregar a tora nos ombros.
Estudantes ajudam jovem do grupo Abare'u no revezamento da tora de buriti

Estudantes ajudam jovem do grupo Abare’u no revezamento da tora de buriti

A festa continuou com o canto e a dança em frente às casas da aldeia pelos dois grupos competidores: Abare’u e Nodzo’u, o vencedor do dia. Mais uma vez o grupo de visitantes se juntou aos atletas Xavante e dançaram de mãos dadas em roda.

Dança e canto xavante

Dança e canto xavante

Após esses momentos de troca, foi feita uma roda no centro da aldeia com visitantes e moradores, onde o cacique apresentou e deu as boas vindas enquanto as professoras apresentaram o grupo. Um grande interesse dos jovens da aldeia era ter mais informações sobre o ingresso à universidade. A professora Rita falou sobre os cursos oferecidos pelo campus de Nova Xavantina e a forma de ingresso pelo ENEM e o sistema de cotas raciais, que destina vagas para negros e indígenas. A Unemat é uma universidade estadual, pública e gratuita.

Roda de apresentação com participação dos moradores da aldeia e dos visitantes

Roda de apresentação com participação dos moradores da aldeia e dos visitantes

Os estudantes também foram ao centro falar suas impressões e agradecer a oportunidade, enquanto os anciãos indígenas também colocaram suas palavras. Um senhor Xavante lembrou que ele é nascido antes do contato com não-indígenas e que nunca tinha visto um grupo grande visitar uma aldeia, querendo conhecer a cultura Xavante com respeito e admiração.

Professora Bruna e estudante Ivan falam sobre o intercâmbio

Professora Bruna e estudante Ivan falam sobre o intercâmbio

Ao final, os indígenas trouxeram artesanatos para vender e trocar, enquanto o grupo trouxe caixas e mais caixas de alimentos, roupas e brinquedos arrecadados em Nova Xavantina para doação e repartição entre as famílias da aldeia.

Mulheres fazem cestos de palha de buriti na aldeia Santa Clara

Mulheres fazem cestos de palha de buriti na aldeia Santa Clara

A Funai esteve presente durante o processo através das servidoras Maíra Taquiguthi Ribeiro e Mirian Marcos Tsobodawapre, das Coordenações Técnicas Locais de Nova Xavantina e de Campinápolis, respectivamente. Além dos contatos por telefone, duas semanas antes da visita, as servidoras se reuniram com a comunidade na aldeia para esclarecer a proposta da visita, discutir e planejar a programação de atividades que seriam realizadas. Já nas duas disciplinas da professora Bruna de Fava, houve dois momentos anteriores à visita de conversa com introdução à cultura Xavante e orientações para a visita, com a indigenista Maíra Ribeiro, para a preparação dos alunos.

Esta é uma primeira experiência de visita de estudantes do curso de Turismo da Unemat a uma aldeia xavante. A comunidade abriu seu espaço para esta vivência com o objetivo de mostrar a beleza da cultura Xavante e de vencer o preconceito tão forte que ainda existe nos moradores das cidades que convivem com o povo Xavante. Foi um momento rico de troca e de aprendizado para os estudantes universitários, que puderam abrir seus horizontes, conhecendo uma cultura tão próxima a sua realidade e ao mesmo tempo tão distante e pouco conhecida. Muitos estudantes comentaram que aquela foi uma experiência que mudou a forma de ver o povo Xavante e os povos indígenas. Para a Funai, a parceria é importante para abrir caminho para trazer a universidade, um centro de produção de conhecimento, para perto das demandas locais dos povos indígenas da região.

Imagens: Alunos e professores do curso de Turismo da Unemat e equipe da Funai

11
mai
15

Exibição nesta sexta de “A grande caçada” na Funai em Nova Xavantina

cineautenticomaioFilme registra uma caçada de fogo e o cotidiano do povo Xavante nos anos 70

No dia 15 de maio, às 08:30 da manhã haverá mais uma sessão do Cine Autêntico, na Coordenação Técnica Local da Funai em Nova Xavantina. Neste mês, será exibido o filme “A grande caçada”, do padre salesiano Adalbert Heidi. A escolha do título deste mês foi feita pelo próprio público Xavante da exibição passada, que pediu para ver imagens antigas dos Xavante.

O filme é de 2006, mas as cenas exibidas foram filmadas na década de 1970 na Missão de São Marcos, em Mato Grosso. Durante duas horas de filme, acompanhamos todo o processo para a realização de uma caçada tradicional xavante, da preparação, da queimada até divisão da caça. Ao mesmo tempo, nos são apresentadas imagens do cotidiano das comunidades da Terra Indígena São Marcos, como banho de cachoeira da criançada e caminhadas pelo cerrado. O filme, entrecortado por falas em português, alemão e xavante, é um passeio pelo passado recente do povo Xavante.

O diretor, que inclusive discursa no longa, rende um próprio roteiro de filme. Mestre Adalberto, como é chamado pelos Xavante, é um padre missionário alemão que trabalha com os Xavante e Bororo desde os anos 50. Depois de décadas atrás das câmaras dedicado à produção de filmes e de registros da vida do povo Xavante e das celebrações da missão salesiana em Mato Grosso, ele foi protagonista do premiado documentário “O Mestre e o Divino”, de Tiago Campos (2013).

O Cine Autêntico acontece uma vez por mês no escritório da Funai em Nova Xavantina. A exibição é gratuita, tendo como público-alvo os Xavante que moram ou estão de passagem por Nova Xavantina.

Serviço:

Exibição do filme “A grande caçada” (Entrada gratuita – somente 20 lugares)

Data: 15 de maio de 2015 Horário: 08:30

Local: Coordenação Técnica Local da Funai em Nova Xavantina

Rua São Paulo, 38 – Centro – Nova Xavantina/MT

Contatos: (66) 3438-2213 | ctl.novaxavantina1@funai.gov.br | https://funaixavantina.wordpress.com

30
abr
15

Vamos conhecer as roças de toco xavante?

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A ROÇA DE TOCO XAVANTE

A roça tradicional xavante é a chamada roça de toco. A roça pode ser feita com o trabalho familiar ou de forma comunitária por um grupo de famílias ou por toda uma aldeia. Para a produção nestas roças na região, o trabalho começa ainda em abril, com a abertura de uma área de mata de terra preta e fértil, geralmente próximo aos córregos. A abertura se faz através do corte das árvores da área escolhida tradicionalmente com machado, foice, facão, havendo mais recentemente também o uso de motosserras para facilitar o árduo trabalho. Posteriormente, no período seco a partir de julho, a área é queimada de forma que as cinzas da matéria orgânica cortada são depositadas no solo ao mesmo tempo em que a área para plantio é limpa.

Após o início das chuvas, é feito o plantio de alimentos, sendo comum o plantio de milho, arroz, feijão e abóbora nas roças Xavante, incluindo as variedades de milho e feijão desenvolvidas pelos próprios indígenas. No fim do ano, durante todo o período chuvoso, é tempo de cuidar da roça, limpando, plantando e colhendo. Ao final das colheitas, a área é deixada em descanso. O banco de sementes naturalmente encontrado no solo germina e cria uma mata em regeneração, a capoeira. Esta área pode passar por todo esse processo novamente ainda por dois ou três anos. Quando a área já não apresenta bons resultados para o plantio da roça de toco, é procurado um novo local para a roça enquanto este descansa, podendo ser futuramente reutilizado.

Esta técnica de plantio, comum a quase todos os povos indígenas, foi aprendida pelos povos sertanejos, caboclos e caipiras, já tendo sido uma das mais utilizadas na produção de alimentos no Brasil. Com a diminuição das florestas e das terras utilizadas por estas comunidades tradicionais, a agricultura camponesa passou a utilizar técnicas mais intensivas sobre o solo, seja pela mecanização da área, seja de uma forma mais sustentável, através da produção agroflorestal. Algumas comunidades indígenas também lançam mão destas técnicas. Porém, a roça de toco tradicional é bastante praticada pelos povos indígenas dentro de seus territórios, tendo grande importância na garantia de uma alimentação saudável e culturalmente adequada para suas famílias.

Na maioria das casas, o quintal é pequeno, com algumas frutíferas, mandioca e cultivos rasteiros, como abóbora e feijão. Porém, alguns quintais são grandes e é ali que a família planta sua produção. A principal diferença, no aspecto produtivo, é que as roças de toco são feitas em áreas de alta fertilidade, somado ao processo de queima que aumenta momentaneamente os nutrientes do solo. Já os quintais são feitos em terrenos de menor fertilidade natural, mas de mais fácil manejo e cuidado, por estarem dentro da aldeia e próximo às casas. Isso ajuda a combater um dos maiores problemas relatados: o ataque de animais selvagens, como cateto e cotia à produção.

Algumas famílias Xavante não produzem mais em roças de toco, valendo-se principalmente dos alimentos que conseguem comprar da cidade. Mas a maioria combina diferentes estratégias para conseguir comida, como fazer a roça, comprar nos mercados, conseguir doações, produzir nos quintais próximos às casas, fazer coleta de frutas e batatas no cerrado, além de caçar e pescar. Tem sido também cada vez mais comum a criação de pequenos animais, principalmente galinhas, para a alimentação familiar. Essa criação costuma ser solta e são aproveitados os restos de comida da casa.

LEVANTAMENTO PRODUTIVO

Entre fim de 2014 e início de 2015, as Coordenações Técnicas Locais (CTL) da Funai subordinadas à Coordenação Regional (CR) Xavante realizaram o georreferenciamento das roças tradicionais das aldeias xavante nas Terras Indígenas (TI) atendidas: TI Marechal Rondon, Sangradouro, São Marcos, Areões, Pimentel Barbosa, Ubawawe, Chão Preto e Parabubure. A CTL em Nova Xavantina fez este levantamento entre os dias 16 e 21 de março de 2015, pelos servidores Hélio Tsereparan (motorista, CTL Campinápolis) e Maíra Ribeiro (indigenista, CTL Nova Xavantina), no qual foram visitadas 45 aldeias. Para ter acesso ao relatório completo, entre em contato com a CTL Nova Xavantina pelo e-mail: ctl.novaxavantina1@funai.gov.br . A TI Parabubure conta com mais de 100 aldeias cujo atendimento da Funai é dividido entre as CTL em Campinápolis e em Nova Xavantina.

Espera-se com o georreferenciamento das roças em todas as TI atendidas pela CR Xavante, criar um banco de dados para basear nossas atividades. Assim, aproximar-se da produção real das comunidades Xavante e da demanda real por apoio, como ferramentas, sementes e galinheiros. Este mapeamento permite compreender ainda o tamanho médio das roças feitas pelos braços xavante e as variações dentro de uma mesma Terra Indígena e entre Terras xavante. E futuramente, a dinâmica destas ao longo do tempo, por exemplo, se há aumento, diminuição ou mesmo variações cíclicas na abertura de roças pelas comunidades. Em maio está prevista mais uma etapa no apoio às roças tradicionais pela CTL em Nova Xavantina, com a entrega de ferramentas para a abertura das novas roças para às aldeias que possuem roça.

Das 46 aldeias atendidas pela CTL Nova Xavantina, 15 aldeias tem roças e 37 tem quintais somando uma área total de 8,705 hectares de plantios para subsistência. As aldeias atendidas são pequenas, com até 60 moradores. Observa-se que as roças também não são muito grandes, com no máximo 1 hectare. O tamanho da roça dependerá da força de trabalho disponível para abri-la e cuidá-la e da produção necessária para alimentar a família. Portanto, a lógica não é só quantitativa, ou seja, quanto maior melhor. Vale lembrar que o que é apresentado aqui não é um retrato da produção de todo o povo Xavante, já que a população Xavante total é de 18 mil pessoas em mais de 200 aldeias Xavante espalhadas por 9 Terras Indígenas, havendo grande variação de um lugar para outro.

13
abr
15

ABRIL INDÍGENA: Funai em Xavantina disponibiliza materiais didáticos e artísticos

exposiçãoFunaiXavantina-MairaRibeiro

E você, vai fazer o quê no Dia do Índio?

O 19 de abril, Dia do Índio, apesar de pontual e isolado, oferece a abertura para uma discussão e aprendizado mais aprofundado sobre os povos indígenas. Porém, o senso comum tem transformado essa oportunidade em atividades escolares e comemorativas que sustentam preconceitos e distanciamentos.

Para apoiar nas atividades a serem realizadas, a Coordenação Técnica Local em Nova Xavantina está disponibilizando alguns materiais educativos e artísticos:

  • Vinhetas informativas e educativas para passar nas rádios comunitárias: Que tal divulgar informações sobre os povos indígenas na rádio da escola ou levar para a rádio comunitária da sua cidade? São 13 vinhetas de 35 segundos cada produzidas pela Funai de Nova Xavantina em 2011. Elas trazem informações sobre os povos indígenas em geral, como diversidade, auto-determinação, auto-denominação, e do povo Xavante em particular, como informações sobre alguns rituais e atividades. As vinhetas podem ser escutadas e baixadas aqui.
  • Exposição Fotográfica A’uwe Uptabi Höimanadzé – O Jeito de Viver Xavante: Já disseram que uma imagem vale mais que mil palavras, vamos usá-las então para conhecer mais sobre o povo Xavante! A exposição é composta por 14 banners fáceis de serem carregados e expostos. As fotografias foram feitas por amadores e profissionais cujo objetivo era captar o jeito de viver xavante, trazendo cenas do cotidiano, de rituais, de trabalho e de lazer de diversas Terras Indígenas. Os interessados podem solicitar a exposição entrando em contato via e-mail, telefone ou presencialmente nos contatos abaixo informando o evento, o local e o período. A exposição pode ser levada para fora de Nova Xavantina, mas o transporte de ida e volta fica por conta do solicitante. Veja as fotos que compõe a exposição aqui.
  • Filmes indígenas: Existem muitos filmes produzidos sobre e pelos próprios indígenas que contam um pouco da vida, dos rituais e das questões importantes para estes povos, numa perspectiva própria. A Funai em Nova Xavantina conta com um pequeno acervo de filmes indígenas em geral, e do povo Xavante, em particular. Este material pode ser emprestado tranquilamente para aqueles que desejarem trabalhar a questão indígena através de sessões audiovisuais. Os interessados podem entrar em contato via e-mail, telefone ou presencialmente nos contatos abaixo para combinar.
  • Palestras: Nos colocamos à disposição para realizar palestras informativas e educativas sobre os povos indígenas para escolas e entidades de Nova Xavantina. Já realizamos atividades deste tipo para professores e alunos da rede estadual, que tem sido muito ricas. Os interessados podem entrar em contato via e-mail, telefone ou presencialmente nos contatos abaixo para combinar.

Aproveitamos ainda para convidar a todos para a exibição do filme “Uma Casa Uma Vida” na sede da Funai em Nova Xavantina (veja endereço abaixo), na sexta-feira 17 de abril, às 9 horas da manhã. Saiba mais aqui.

Há temas e questões muito atuais no que tange à proteção e promoção dos direitos dos povos originários no Brasil e aproveitamos para sugerir aos educadores a leitura destes dois textos com sugestões do que fazer e do que não fazer no Dia do Índio:

Se não der nesta semana, não tem problema, todos estes materiais estão disponíveis durante todo o ano, basta entrar em contato para combinarmos para realizar uma atividade legal e educativa sobre os povos indígenas do Brasil!

Informações:

Entrar em contato com Maíra Ribeiro (indigenista Funai) – CTL em Nova Xavantina/MT

E-mail: maira.ribeiro@funai.gov.br

Telefone: 66 3438-2213

Endereço: Coordenação Técnica Local em Nova Xavantina/MT

Rua São Paulo, 38 – Centro – Nova Xavantina/MT – CEP: 78690-000

31
mar
15

Funai Xavantina exibe filme “Uma Casa Uma Vida” no dia 17 de abril

cineautenticoabril

A exibição é gratuitá e ocorrerá na 6ª feira, 17, às 9 horas da manhã, na sede da CTL Nova Xavantina

Animados com a exibição do filme “Pi’õ Höimanadzé – A Mulher Xavante em Sua Arte” em março deste ano, começaremos a fazer exibições mensais de filmes Xavante e de outros povos indígenas na Coordenação Técnica Local em Nova Xavantina, através do Cine Autêntico. Em abril, será exibido o filme “Uma Casa Uma Vida”, de 2013, produzido pelo coletivo Raiz das Imagens junto com jovens Xavante das aldeias Belém e Santa Cruz da Terra Indígena Pimentel Barbosa, Canarana/MT. O filme fala um pouco sobre a habitação xavante e registra a experiência do projeto Tiba’uwe que fez um intercâmbio em bioconstrução nessas duas aldeias. Contaremos com a presença de Edu Yatri Ioschpe, um dos produtores do filme para discutir os temas levantados pelo filme. A exibição será na sexta-feira, 10 de abril, às 9 horas da manhã, na sede da CTL Nova Xavantina, na Rua São Paulo, 38, Centro. O espaço é aberto a todo público tendo como público-alvo os Xavante que moram ou estão de passagem em Nova Xavantina. Venha participar!

26
mar
15

Começa seminário de formação da 1ª Conferência de Política Indigenista

mariovilela

Mais de 100 representantes indígenas participam do Seminário Nacional de Formação

Por Portal Brasil

Começou nesta terça-feira (24) e segue até o dia 26 de março, o Seminário Nacional de Formação da 1ª Conferência Nacional de Política Indigenista. O objetivo é a qualificação das lideranças indígenas, indigenistas e servidores públicos que serão responsáveis pela condução das etapas da Conferência.

O evento ocorre no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília, com a participação de mais de 100 representantes indígenas, do governo federal e de organizações indígenas e indigenistas, além de servidores da Fundação Nacional do Índio e de alunos do curso de formação da Pngati – Formar para Formar.

O Seminário Nacional de Formação é uma das etapas preparatórias para a realização da 1ª Conferência Nacional de Política Indigenista, prevista no Decreto presidencial de 24 de julho de 2014.

O objetivo principal do seminário é a qualificação das lideranças indígenas, indigenistas e servidores públicos que serão responsáveis pela condução das etapas locais, regionais e nacional da Conferência.

A ideia é preparar as lideranças para o atendimento às demandas dos representantes indígenas para que o envolvimento das comunidades nas diferentes etapas da conferência se dê de maneira qualificada, diferenciada e autônoma, e para que os órgãos de governo das diferentes esferas tenham também uma participação efetiva.

Na abertura do encontro, os convidados indígenas por regional da Conferência foram apresentados, seguido da execução do Hino Nacional em Guarani e uma apresentação cultural dos povos Guarani e Tuxá.

Todos os convidados da mesa destacaram a importância do evento para os povos indígenas. Para Sonia Guajajara, esse é o momento dos povos indígenas participarem do processo que está por vir, “nós estamos acreditando que o diferencial desta Conferência é que nós, povos indígenas, estamos participando desde o primeiro momento, desde a construção dos documentos”.

A representante dos povos indígenas e coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) citou as discussões que estão ocorrendo no Congresso Nacional, como a convocação do presidente da Funai para discutir a questão da demarcação de terras indígenas, na tarde desta terça-feira, em Audiência Pública na Câmara dos Deputados.

O presidente da Funai, Flávio Chiarelli, falou da importância das parcerias que foram firmadas para a realização da Conferência e seguiu com a apresentação do que será a 1ª Conferência Nacional de Política Indigenista.

Fonte: Portal Brasil

Imagem: Mário Vilela/Funai




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